Que loucura, fazer a própria marca. É um grande mergulho em você mesmo.
Iniciei a linha de pesquisa em mim lá no começo, quais eram meus objetivos?
Ser inventora
Sim, quando criança eu queria ser inventora (isso ou ser todas as profissões, como eu gostava de dizer). Completamente impactada com filmes, desenhos (pros mais puristas, direi: animes), jogos dos anos 90: De Volta para o Futuro, Esqueceram de Mim, Digimon (aquele relógio era meu sonho de consumo, assim como qualquer coisa que tivesse algum tipo de luzinha que acendesse), Bonanza Bros., Akira (do qual na época não entendi nada, mas achei UAU), Art Attack quando eu estava na casa de alguém que tinha TV a cabo, Disney Cruj, Hunter x Hunter, etc e etc - posso fazer uma listona, caso queira.
Tudo ali havia algo de tecnologia, de criação, de imaginação. Queria poder pegar pecinhas e montar uma grande engenhoca que servisse para algo. Além disso, meu pai colaborava com essa coisa de querer inventar mais coisas. Se ele achava um teco de madeira, aquilo já iria virar um balanço e eu o acompanhava nessas empreitadas.
Ser artista
Com a vontade de criar coisas, conheci num programa de TV no Futura, um cara que parecia, para mim, ter criado tudo e ainda fazia desenhos belíssimos. Esse cara era ninguém mais ninguém menos que Albert Eistein Leonardo da Vinci. Depois ele foi apresentado na escola e ele era meu idol na época, haviam revistas pra ler sobre ele, livros que vinham em jornais contando mais. E assim, fui me encantando com Artes. Como que ele fazia esses desenhos tão fidedignos?
Ele era de outro mundo, não era possível. Quero fazer isso da minha vida!
Ali por volta de 2006, fui premiada nas Olimpíadas de Matemática com a bolsa em cursos e na escola havia curso de desenho e sem dúvida alguma, decidi fazer aulas de desenho.
Mas parecia quer ser artista não era uma realidade para uma pessoa da favela e sempre ouvia que nunca ganharia dinheiro com isso e como os desenhos precisavam ser super realistas (que pensamento datado, né?).
Com esses dois objetivos, por mais que tenha seguido outros caminhos e esquecido eles no decorrer, me encontrei no Design. E de certa forma, parece que consegui realizar esses dois desejos. Calma, eu sei que design é diferente de arte, pode relaxar!
Um mix de tudo
Gosto muito de uma frase do Saul Bass, onde ele diz que:
Eu quero fazer coisas bonitas, mesmo que ninguém se importe.
Gosto de fazer a adaptação e ter como visão:
Eu quero fazer coisas bonitas e que as pessoas amem e usem.
Uma boa conversa
No início da minha jornada de designer, meu maior receio era:
Conversar com pessoas
E isso é o básico, certo? Mas eu era extremamente tímida e se eu esquecer a pergunta? Se a pessoa me achar uma pastelzona? Diversas inseguranças.
Mas sempre achei muito legal tentar entender a razão das pessoas serem quem elas são (uma missão bem impossível, mas que é muito legal tentar). Porém, só observando e não tentar se aprofundar, como é que eu vou saber disso?
Então, conversando com outras pessoas sobre essa trava que eu considerava um problema, fui tendo apoio, fui me desenvolvendo. Até que me peguei fazendo entrevistas com pessoas usuárias como se a gente tivesse se encontrado na rua depois de um tempo sem ser ver. E todo bom design, boa invenção, boa arte, bom jogo, bom o que for, começa com uma boa conversa.
Foi com esse pensamento e juntando todas as referências do que amo, que desenvolvi minha identidade visual:




Obrigada por chegarem até aqui!
